Árvore Genealógica de Quinta do Anjo
apresentação do projeto

O título do projeto parece pretencioso, mas a ideia é simples.
Começou em 2011 quando desenhei a árvore genealógica da minha família. A certo ponto, percebi, que só conseguiria avançar se fosse pesquisar no arquivos da igreja - nos livros de registos de casamentos e batizados.
Por falta de tempo e conhecimentos, comecei a perguntar aos meus familares próximos como eram a suas árvores genealógicas. Aos pouco fui percebendo que a Quinta do Anjo é uma aldeia que, durante o século XX não teve grandes movimentos migratórios - a população manteve-se estável. Por isso é hoje possível desenhar várias árvores de família cujos membros estão quase todos a viver na aldeia.
Analisando as informações que recolhi, vi que o trabalho já podia interessar não só à minha família mas também a outras pessoas da aldeia. Lembrei-me então de uma expressão que ouvia em criança: "na aldeia todos são primos e primas".
Com o aproximar das Festas dos Santos de 2012, decidi montar uma exposição com os esboços de uma rede de árvores genealógica interligadas e, com o recurso de álbuns de fotografias antigas e fotos de casamentos, consegui ilustrar algumas pessoas que figuravam nesses desenhos.
As Festas de Todos os Santos realizam-se desde o ano 1756, e atraem à zona antiga da aldeia os seus habitantes. No dia 1 de novembro é uma data em que as família se reunirem com os seus familiares mais distantes, e era uma excelente oportunidade para expôr o trabalho que tinha realizado. Disponibilizei lápis, cadernos e convidei os visitantes a participar, acrescentar ou corrigir o que tinha desenhado em rolos de papel de cenário.
O título do desafio foi: "será que somos mesmo todos primos e primas?"
As reações foram muito positivas. As pessoas participaram, algumas voltavam várias vezes carregadas com os seus álbuns de fotos e trazendo os seus familiares para ajudaram a completar a sua árvore.
No final do 4º anos consecutivo a fazer esta mesma exposição, creio que estou muito próximo de considerar verdadeira a expressão do desafio – realmente fomos primos e primas, tios e avós. Mas mais importante de tudo é perceber que o interesse pelo tema é transversal a várias gerações e que este é um meio simples de ajudar a reforçar a identidade da aldeia, mantendo o seu conceito de familiaridade.

Alguns dados:
2012: 583 pessoas / 32 famílias
2014: 49 famílias
2015: 45m2 de papel de cenário. 30m linear de papel.